
Na teoria (e nos planos de Marketing), Jogos Mortais VI (Saw VI, 2009) é o último da série.
"O Jogo Completa Seu Ciclo", diz o anúncio. Mas assim como This is It, o making of do não-show do Michael Jackson, não ficou apenas duas semanas em cartaz conforme prometido, estou disposto a apostar um rim de que a série ainda volta para mais armadilhas, torturas com relógios em frenética contagem regressiva e sangue escorrendo.
O filme começa mais uma vez de onde parou o capítulo anterior, desta vez com o detetive Hoffman (Costas Mandylor) matando um outro agente que investigava as mortes com a marca do Jigsaw (Tobin Bell). E isso já é um problema para uma série, pois mesmo com todos os flashbacks que eles colocam na fita, um pré-conhecimento dos últimos filmes se faz necessário.
Jogos Mortais, enfim, parte para um debate mais politizado, criticando o atual e combalido sistema de saúde dos Estados Unidos. Porém, o faz de uma forma equivocada, traindo seus próprios princípios.
Neste sexto filme, os jogos deixam de ser apenas uma forma de ensinar às pessoas a importância da vida para se tornarem vinganças pessoais. Assim, as mortes deixam de ser consequências dos pecados praticados durante toda uma vida e passam a ser assassinatos.
Mas seguindo o rastro de sangue deixado ao longo destes últimos seis anos, o novo filme continua abandonando o suspense que chamou a atenção lá no começo, partindo para o torture porn. Se você já estava acostumado com membros sendo decepados, prepare-se para entranhas sendo derramadas pelo solo.
E quando falo de tortura não me refiro apenas àquela impressa na tela. A cada ano, ter que ver um novo filme da série é um ato mais dolorido pelo fato do final ter sua reviravolta, vem frequentemente sido meio abandonado.
As atuações são tão falsas quando os litros de sangue derramados a cada novo episódio. Dali, só se salvam Tobin Bell e Shawnee Smith, a Amanda, dois personagens que já morreram há muito tempo e continuam voltando em formatos de flashbacks criados para tentar dar algum sentido à história toda.
Sinceramente, me decepcionei com esse filme. Algumas cenas são boas, mas quando começa, ela acaba.
Nota: 6
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